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Deleites de Inverno

Notícias, música, diário da vida real, tecnologia, games e toda sorte de coisas interessantes que vierem a minha cabeça.
Mar 26 '12

Os famosos anonimos

Nós já fomos mais espertos, já disse Carlos Nascimento. Enquanto alguns riem da palhaçada alheia, outros simplesmente evoluem. Não estou dizendo que não devemos nos divertir, e sim que devemos nos divertir com algo que mereça

Temos pais expondo os filhos de 2 anos, que mal sabe andar na internet. Alguém perguntou para a criança se ela queria? E você, pai, pensou no que isso pode acarretar na criança? Deveria haver uma lei para proteger a infância nas crianças, proibindo os pais que não conseguiram virar famosos, serem as custas do filho.

Qualquer um pode colocar uma camisa na cabeça, fazer algumas paródias, e já aparecer em rede nacional em horário nobre no domingo. Mas me diz, o que isso vai me ajudar a evoluir?

Sim, nós já fomos muito mais espertos. Dizem que estamos mais evoluídos hoje do que a cem anos atrás.

Antes tínhamos senso crítico, infância e inocência. Hoje temos apenas a internet.

Nov 24 '10

Confiança: palavra de nove letras, quatro vogais, cinco consoantes, e de um forte impacto em qualquer tipo de relacionamento. Me atrevo a dizer que a base para os relacionamentos é a confiança, mas ai cada um diga por si.

Digo isso porque a base da minha relação é a confiança, a tal ponto que meu namorado chega para mim e diz: “Amor, hoje tentaram me cantar”, eu rio e pergunto como aconteceu, e rio mais um pouco. Afinal, o que mesmo eu poderia fazer?

Não que eu não sinta ciúmes dele, muito pelo contrario, sou muito ciumento, mas não é o ciúmes que vocês pensam. Seria mais fácil a Microsoft lançar um produto junto com a Apple do que ele me trair. O ciúmes que eu sinto é de atenção. Simples assim, e complicado assim também.

Nov 16 '10

A Filosofia do Dinheiro

Todos crescemos algum dia, embora alguns tardem a crescer, em todos os sentidos, e embora alguns nunca cheguem a crescer, em alguns sentidos. O que eu talvez esteja querendo dizer, é que todos mudamos, isso posso afirmar com certeza.

Todos também nascemos da mesma forma, isso eu também posso afirmar. Mas logo depois que nascemos, tomamos rumos diferentes: uns são ricos, e outros são pobres. Uns tem influencia na vida de muitas pessoas, outras eu nem sei que existem.

Eu era como a maioria, apenas mais uma na multidão, talvez mais um rostinho bonito na multidão. Nada mais do que um rosto. Um número na identidade. Nunca fui nenhuma aluma exemplar, pelo contrario, nunca fui popular também. Mas não posso reclamar muito, lutei para ser alguem. Na escola, mas já era uma luta.

Na minha familia não era muito diferente; havia varios parentes, e eu sempre fazia a menina que todos adoram, a menina popular, que conversa com todo mundo e sempre tem algum assunto interessante, não importa o que você gosta de conversar.

Eu me tornei uma pessoa popular logo cedo, mas a certo preço também: era tudo uma grande mentira. Eu era apenas uma garota, e tudo era cor de rosa. Eu era amiga de todos, mas ninguém era meu amigo. Eu tentava ajudar todos, mas ninguém me ajudava. Eu estava sempre lá quando eles precisavam, mas eles só vinham me procurar nas horas ruins.

Co começo eu não percebi, mas depois, depois de um tempo, eu comecei a jogar o mesmo jogo deles. Eu comecei a ser falsa, eu comecei a mentir, omitir, e só me aproximar de novas pessoas por interesse.

Foi nessa época da minha vida que eu me tornei alguém na vida.

A verdade não tem preço, é verdade, mas o dinheiro compra tudo. E eu ganhei bastante dinheiro, disso eu não posso reclamar. Quando eu tinha uma dor de caceça, eu comprava a cura. Todas as minhas encomendas entregues na porta do meu apartamento, todas as comodidades que eu tinha direito. E tudo que eu podia chamar de meu.

Agora, agora eu tenho dinheiro. E estou muito ocupado tentando investir e gastar o que sobre. Não, eu não preciso
mais das suas amizades falsas, não preciso de sorrisos falsos, não preciso de cobras tentando me abocanhar pelas costas. Eu tenho dinheiro, e o dinheiro pode comprar tudo, até amizades se eu quiser.

Eu não ligo para ninguém, e ninguém liga para mim para ver se eu estou em casa, e as vezes eu perco o sono com isso. Mas nada que um remédio comprado na farmacia não resolva.

A vida é fácil. Eu tenho tudo, como posso reclamar? Eu digo a mim mesma que vai dar tudo certo, que esta dando tudo certo, então vocês não precisam mais gostar de mim; eu tenho dinheiro agora.

Trabalhei duro na minha vida para ter tudo que tenho, e chamar de meu, então eu não preciso de amor. Não tenho tempo para amigos, ou família, vocês simplesmente não são mais obrigados a gostarem de mim.

Eu tenho dinheiro agora.

Nov 16 '10

Chuvosofia

Hoje foi um dia de chuva daqueles que você só tem vontade de ficar debaixo das cobertas, de preferência com alguém. Ou um dia para refletir e pensar na vida, já que você não tem mais nada para fazer. Ou para tentar rabiscar alguns textos para tentar escrever algo produtivo.

Mas ai percebemos que quanto mais você tenta escrever algo bonito, mais feio ele fica. Você tem que deixar o texto te usar para ser escrito, e não usar o corpo para escrever o texto. É complicado, mas quem escreve sabe do que eu estou falando.

E, pelo menos eu, eu prefiro escrever algo bem feito do que escrever e depois ficar revisando o texto. Ou faz bem feito, ou nem faz. Eu sou prático.

Tags: chuva eu
Nov 14 '10

Quando o garoto vira homem

Ontem foi um dia especial. Não porque eu completei 18 anos e agora virei homem, não. Ontem foi especial por diversos motivos.

Você aparece no meio da festa sem avisar, vai entrando sem pedir licença como você sempre fez.

Mas o melhor foi o presente que você me deu no reservado, algo que só nós dois podíamos ter compartilhado, algo que nos uni em um laço ainda mais forte, se é que o nosso laço consegue ficar mais forte do que ele já é.

O fato é que depois desse momento, eu me senti mais vivo, mais alegre, mais feliz. Eu parecia que ia explodir de tanta felicidade; ia explodir pedaços de arco-íris. Mas felizmente eu não explodi, e estou aqui relatando o ocorrido.

Agora eu me sinto homem, carregando uma grande responsabilidade, de te fazer feliz sem abrir mão da minha felicidade. De te fazer sorrir mesmo que eu tenha que chorar para isso. A responsabilidade de repartir o meu mundo, abrir ele de forma que você possa entrar, e fazer parte dele.

E esse responsabilidade pesa em um dos meus dedos.

Porque agora existe um anel nele.

O anel sozinho não significa nada, mas vindo de você se torna algo especial, se torna algo onírico.

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